Kayuá


BAGDÁ

 

 

Que luzes são essas

Que mancham a terra

De sangue e fumaça?

Estrela às avessas –

Um filho que berra –

A vida que passa!

 

E os uivos na noite

Que calam as sombras –

Cantar de sereias?

A marca do açoite

Na fome das bombas

Deflora as areias.

 

O berço da vida

Rasteja à mingua,

Curvado, exangue.

E a águia maldita

Estende sua língua

Coberta de sangue.

 

Senhores ilustres

Em gritos de Hurra!

Rasgaram tratados

Deixando os abutres

Encherem suas burras

Com o ouro roubado.
 



Escrito por marcelo às 15h42
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