O IMAGINÁRIO DE TODOS NÓS
Ao receber os originais de O Imaginário da Floresta, recentemente lançado pela Martins Fontes (www.martinsfontes.com.br) para que fizesse sua apresentação, imediatamente vieram na memória personagens como o Tibicuera de Érico Veríssimo ou A Vaca Voadora de Edy Lima; além, obviamente, do turma do Sítio de Lobato e do Herói sem Nenhum Caráter de Mário de Andrade. Porque todos - e muitos mais - foram a base sobre a qual fundaram-se os alicerces de minha vivência literária. Pois agora, Vera do Val - a autora deste Imaginário e amiga muito querida - recupera um pouco desta identidade nacional no gênero infanto-juvenil, dominada atualmente por bruxos europeus adolescentes, anéis mágicos e guarda-roupas encantados, universos distantes da realidade tupiniquim. O Imaginário da Floresta é dedicado aos curumins que matam a sede nas escuras águas do Rio Negro, mas também é dos moleques da Sé e da Candelária, dos guris que correm na pampa sulista, dos manezinhos da Ilha e dos meninos da Pampulha. Bebem no leito místico do Amazonas, mas miram-se igualmente nos espelhos do Paraná, do Araguaia, do Velho Chico e do Tietê. Esta grande floresta de que nos fala Vera do Val é toda ela a terra do Pindorama, onde canta o sabiá. Este é o imaginário de todos nós.
O IMAGINÁRIO DA FLORESTA, Vera do Val, Ed Martins Fontes, 2007, 96 pgs.
marcelo d´ávila
Escrito por marcelo às 17h47
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